Friday, January 24, 2020

The Master Plan of EvangelismThe Master Plan of Evangelism by Robert E. Coleman

My rating: 3 of 5 stars


In The Master Plan of Evangelism, Robert E. Coleman argues that Jesus’ strategy of evangelism was to train a few men who themselves would train other men. Coleman believes this is the biblical way to not only spread the gospel, but also to secure the results of our witness. Therefore, his audience is not all Christians involved in evangelism, but a few leaders who may be models and mentors of men, following the steps of Jesus.
It is not easy to classify this book. Despite its title, the book itself is not so much about evangelism, but rather about the training of leaders who, by their turn, will become evangelists and train other evangelists. Coleman divides his book in eight chapters, each one of them dealing with one aspect of Jesus’ training of his disciples. His approach is biblical and evangelical, his style is simple and pastoral and he has some good insights on the nature of evangelism. Coleman questions the excessive focus on methods, in “this day of professional techniques and sure-fire gimmicks.” (p. 78) He calls the church to a more personal training, based not necessarily on “explanation,” but on “demonstration.” (p. 78) He stresses that Jesus trained his disciples not with creeds but with his personal example, by means of words and deeds. His conclusion is that we need not “better methods, but better men.” (p. 113)
Coleman’s book, however, has some flaws, which make it less useful than it could be. One of the problems is that Coleman does not present a clear definition of what the gospel is after all. He seems to presuppose his readers already know what he means by the word gospel and proceeds without defining clearly his subject. In a book about evangelism this is a serious weakness.
Coleman is also committed to an Arminian theology, although he does not addresses theological issues in his book. [More than 30 years after the publication of The Master Plan of Evangelism, Coleman wrote The Heart of the Gospel: The Theology Behind the Master Plan of Evangelism (Grand Rapids: Baker Books, 2011), which J. I. Packer presents as “the theology of the Gospel in classic Wesleyan dress”]. A sample of his theology comes from statements such as, “Jesus can use anyone who wants to be used,” (p. 24) or “everything depended upon their [the disciples’] faithfulness if the world would believe on Him ‘through their word’.” (p. 28) On p. 55 he argues that Jesus patiently endured the disciples’ failings because they were willing to follow him. He also believes in the classic Arminian of the general expiation. He nevertheless emphasizes the work of the Holy Spirit in the disciples’ process of growing in grace and knowledge “from beginning to end.” (p. 66). He even recognizes that evangelism was not “a human undertaking at all,” but “it was altogether the Spirit’s work.” (p. 67) Despite that his main emphasis is on obedience rather than grace as the true key for success in the evangelistic activity.
Coleman uses the Bible as the source of his reflections on evangelism, but he is not clear as to the place the Bible, especially in its doctrinal expression, has on his program of training evangelists. One of the problems of this “personalistic” approach to evangelism, which is to focus on Jesus’ example at expense of his teaching, is that it is limited, speculative, and even subjective. This same approach in hermeneutics has usually revealed more about the interpreter than about Jesus himself. Besides that, we have a whole corpus of Biblical teaching outside the gospels that, with the gospels, must be our guide in evangelism and any other task. Coleman acknowledges the high view Christ and his disciples had of the Scripture (p. 76-77), but he fails to place the Scripture in its right place as the ultimate source of authority for the church.
As to some of the practical implications of this book to my future ministry, I believe Coleman’s emphasis on the importance of rightly training a few men for evangelization made me reflect on my own context in Northern Brazil, where the scarcity of ministers is disheartening. As a result, the pastors have on their shoulders not only the burden of pastoring their churches, but also of evangelizing the lost. The necessity of training lay leaders was one the reason that led me to seminary, since I wanted to be trained in order to train people for leadership positions in the church. Coleman’s remarks on the importance of training well people, even if they are few, reminded me on a personal level of the importance of mentoring in the ministry.



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Sunday, August 18, 2019

Traduzindo a Vulgata: Salmo 2



Vulgata Latina (de acordo com a Septuaginta)
Quare fremuerunt gentes,
et populi meditati sunt inania?
Astiterunt reges terræ,
et principes convenerunt in unum
adversus Dominum, et adversus christum ejus.
Dirumpamus vincula eorum,
et projiciamus a nobis jugum ipsorum.
Qui habitat in cælis irridebit eos,
et Dominus subsannabit eos.
Tunc loquetur ad eos in ira sua,
et in furore suo conturbabit eos.
Ego autem constitutus sum rex ab eo
super Sion, montem sanctum ejus,
prædicans præceptum ejus.
Dominus dixit ad me: Filius meus es tu;
ego hodie genui te.
Postula a me, et dabo tibi gentes hæreditatem tuam,
et possessionem tuam terminos terræ.
Reges eos in virga ferrea,
et tamquam vas figuli confringes eos.
10 Et nunc, reges, intelligite;
erudimini, qui judicatis terram.
11 Servite Domino in timore,
et exsultate ei cum tremore.
12 Apprehendite disciplinam, nequando irascatur Dominus,
et pereatis de via justa.
13 Cum exarserit in brevi ira ejus,
beati omnes qui confidunt in eo.

Minha Tradução
Por que as nações se enfureceram
e os povos planejaram vacuidades?
Os reis da terra se levantaram
e os líderes vieram juntos à uma
contra o Senhor e contra o seu cristo
Quebremos suas cadeias
e lancemos fora de nós seu jugo.
Aquele que habita nos céus rir-se-á deles
e o Senhor zombará deles.
Então falar-lhes-á na sua ira
e em seu furor os confundirá
Eu, porém, fui constituído por ele rei
sobre Sião, seu santo monte
Anunciando seu mandamento
O Senhor me disse: Tu és meu filho
Eu hoje te gerei
Pede-me e dar-te-ei os povos por tua herança
e as extremidades da terra por tua possessão
Regê-los-ás com cetro de ferro
Quebrá-los-ás como um vaso de oleiro
E agora, ó reis, entendei
Sede instruídos, vós que julgais a terra
Servi ao Senhor em temor
e exultai nele em tremor
Agarrai a disciplina
Para que o Senhor não se ire e pereçais do caminho justo
Quando em breve sua ira inflamar-se
Bem-aventurados todos os que nele confiam.

Sunday, August 11, 2019

Traduzindo a Vulgata: Salmo 1



Vulgata Latina (de acordo com a Septuaginta)
Beatus vir qui non abiit in consilio impiorum
et in via peccatorum non stetit
et in cathedra pestilentiae non sedit
Sed in lege Domini voluntas eius
et in lege eius meditabitur die ac nocte
et erit tamquam lignum quod plantatum est secus decursus aquarum
quod fructum suum dabit in tempore suo et folium eius non defluet
et omnia quaecumque faciet prosperabuntur
non sic impii ÷non sic:
sed tamquam pulvis quem proicit ventus ÷a facie terrae:
ideo non resurgent impii in iudicio
neque peccatores in consilio iustorum
quoniam novit Dominus viam iustorum
et iter impiorum peribit

Minha Tradução
Bem-aventurado o homem que não se foi após o plano dos ímpios
e não permaneceu no caminho dos pecadores
e não se assentou na cadeira da pestilência.
Mas na lei do Senhor [está] sua vontade
e na sua lei meditará de dia e de noite.
E será como árvore
que está plantada junto à corrente das águas
que dará seu fruto a seu tempo
e sua folha não cairá
e tudo que fizer prosperará.
Os ímpios não são assim, não são;
mas [são] como o pó que o vento espalha da face da terra
Por isso, os ímpios não se levantarão no julgamento
nem os pecadores na reunião dos justos
porque o Senhor conheceu o caminho dos justos
mas a jornada dos ímpios perecerá.



Wednesday, March 27, 2019

11 REGRAS DO ESTUDO ACADÊMICO

Petrus van Mastricht (1630-1706)


Com respeito ao estudo acadêmico da teologia, tocaremos, como que com um alfinete, apenas em algumas particularidades:

  1. Tanto pelo que foi dito quanto pelo que ainda o será, claramente pressupomos a excelência, utilidade, necessidade, santidade, grandeza e mesmo a dificuldade da teologia.
  2. No estudante, o caráter teológico que se exige é que seja ensinável, diligente, piedoso e apto para a teologia. Esse caráter resulta de uma habilidade de julgamento, capaz de discernir coisas espirituais; confiabilidade de memória, pela qual tantas e tão variadas coisas sejam retidas; e uma regularidade das afeições na pureza e constância, com a qual alguém se inclina rumo às coisas santas não relutantemente, mas com uma disposição santa.
  3. O estudante tem um objetivo teológico diante de si, não riqueza, glória, prazeres ou ócio, mas, ao contrário, a glória de Deus, a edificação da igreja e sua própria salvação. Adicionalmente,
  4. Em seu próprio estudo, um currículo introdutório tríplice deve vir primeiro: filologia, consistindo no grego, hebraico, aramaico e latim; filosofia, consistindo de lógica, física, metafísica, matemática e filosofia prática; e história, que inclui geografia e cronologia como se fossem suas duas asas.
  5. O estudo bíblico deve seguir essas preparações, ou, antes, juntar-se a elas. Ele deve ser tanto um estudo superficial salpicado entre outros estudos, como também um estudo exegético e cuidadoso – no qual o contexto é investigado, as dificuldades são notadas e clareadas, e conclusões são esboçadas, tanto teóricas quanto práticas. Ao mesmo tempo,
  6. Uma teologia positiva e dogmática deve ser acrescentada, tanto uma teologia catequética quanto uma teologia sistemática de lugares-comuns.
  7. Uma teologia elêntica deve seguir. Esta consiste tanto de uma polêmica geral, que interage com muitos oponentes, como uma particular, que interage com cada um deles individualmente – com incrédulos (pagãos, muçulmanos, judeus e ateus), e cismáticos (arminianos, luteranos, brownistas, independentes, colemanistas, e outros). E deve haver também
  8. Uma teologia prática que seja moral (relacionada aos vícios e às virtudes), ascética (relacionada ao exercício da piedade), casuística (relacionada aos casos de consciência), e política (relacionada ao governo da igreja). O próximo é
  9. A teologia antiquária, que traça a história eclesiástica e considera os pais da igreja e os concílios, cada um em seu próprio tempo. Ademais,
  10. Em todas essas coisas, que o estudante se ocupe em ouvir, ler, meditar, orar e disputar. E
  11. Esse estudo deve dividir os deveres de acordo com uma certa ordem durante os anos, dias e horas. Deve ser o suficiente ter tocado nessas coisas que são explicadas em seu folego próprio por outros, tais como Erasmo, Hyperius, Crocius, Alsted, e aquele que deve ser considerado acima de todos, Voetius.

Fonte: Petrus van Mastricht, Theoretical-Practical Theology: Prolegomena. Grand Rapids: RHB, 2018. p. 94-95.

Wednesday, February 7, 2018

Review: Keeping the Heart

Keeping the Heart Keeping the Heart by John Flavel
My rating: 5 of 5 stars

Em Keeping the Heart, John Flavel expõe Pv 4.23: "De tudo o que se deve guardar, guarde bem o seu coração, porque dele procedem as fontes da vida". Após explicar o texto, Flavel apresenta diversas razões pelas quais todo cristão deveria ter a máxima diligência em guardar o coração. Coração, para Flavel, equivale à "alma completa ou o ser interior", "o que o coração é para o corpo a alma é para o homem; e o que a saúde é para o coração a santidade é para a alma". Flavel entende que essa obra é apenas para pessoas que já experimentaram a conversão, sendo algo que costuma distinguir o crente verdadeiro do hipócrita.
Guardar o coração envolve seis coisas: a observação frequente da disposição do coração; a profunda humilhação pelos males e desordens que abundam no coração; a oração sincera e urgente pela purificação do coração; a imposição de fortes compromissos sobre nós mesmos de andar com Deus e evitar os caminhos do pecado; o constante zelo pelo próprio coração e a consciência de que Deus está sempre conosco e nós, na sua presença.
A meu ver, a parte mais importante do livro é a que apresenta doze ocasiões especiais em que o cristão deve ser mais diligente em guardar seu coração. São as "horas críticas", que exigem cuidado redobrado: o tempo de prosperidade; o tempo da adversidade; o tempo de problemas para Sião (ou seja, para a igreja); o tempo de perigos públicos; o tempo de carências materiais; a época do exercício dos deveres; quando somos prejudicados por outras pessoas; quando passamos por várias provações; o tempo das tentações; o tempo de dúvidas e trevas espirituais; a época de sofrimentos pela religião e o tempo das doenças e da morte iminente. Em todas essas circunstâncias, Flavel apresenta diversos conselhos salutares para que o cristão medite e se apegue com diligência à tarefa indispensável de guardar o coração. Flavel termina o livro com uma aplicação, conclamando os cristãos ao dever de guardar o coração.
Concluo recomendando este livro, sem ressalvas, a todos que levam a sério suas vidas espirituais e que desejam ter mais sucesso na luta contra o pecado. Ainda que seja algumas vezes repetitivo, a repetição nem sempre é algo ruim (cf. Fl 3.1). A escrita de Flavel é agradável e está pontuada de ditos espirituosos e exortações enérgicas e amáveis. Keeping the Heart é um verdadeiro clássico da devoção puritana, que merece uma tradução em português.

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